A VIDA DE PROFISSIONAIS DO SEXO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

O NUDHES, em parceria com o CPaS (-1), gostaria de convidar você para o lançamento do projeto

 

Eu Quero é Mais!

 

Nosso objetivo é levantar informações para entender o impacto que a pandemia da COVID-19 trouxe na vida das mulheres trabalhadoras do sexo no Brasil.

 

Também queremos saber como você lidou com a crise para que possamos identificar as soluções, inovações e adaptações que poderiam ser aproveitados para melhorar o cuidado e o acesso à saúde quando tudo isso passar.

A pesquisa fica no ar entre os dias 01 de março e 20 de junho. A participação na pesquisa é anônima e o questionário demora em torno de 20 minutos. Um boletim com os resultados parciais é previsto ainda nesse semestre, quando encerrarmos a coleta de dados.

 

Como resultado da COVID-19, as trabalhadoras do sexo em todo o mundo estão passando por dificuldades que incluem perda total de renda e maior discriminação e assédio. A criminalização de vários aspectos do trabalho sexual na maioria dos países serve para ampliar a situação já precária das profissionais do sexo na economia informal. À medida que as trabalhadoras do sexo e seus clientes se auto isolam, elas ficam desprotegidas, cada vez mais vulnerabilizadas e com dificuldades de sustentar a si mesmas e suas famílias. 

No Brasil, são inúmeros os relatos de dificuldades no acesso a estruturas de proteção em várias regiões do país. Em 2020, redes solidárias formadas por diferentes organizações se mobilizaram para a entrega de cestas básicas, produtos de higiene e ajuda no cadastro do auxílio emergencial para aquelas que não possuíam acesso a internet ou celular. 

contexto

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o material para divulgação

nas mídias sociais

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sobre o estudo

Eu Quero é Mais

O Projeto Eu Quero é Mais faz parte do EPIC (Pesquisas Flash HIV/HC Para Avaliar o Impacto da Crise de Saúde Covid-19 na Comunidade), liderado pela Coalition PLUS. O objetivo geral do EPIC é estudar o impacto da crise de saúde da Covid-19 nas populações historicamente afetadas pelo HIV e hepatite C, assim como nos agentes comunitários de saúde que trabalham com esses grupos. 

Historicamente, a luta contra o HIV/Aids tem sido protagonizada por populações que, ao longo de 4 décadas, foram desproporcionalmente afetadas pela epidemia. Devido às condições econômicas, sociais e estruturais que podem dificultar a adoção de medidas de proteção, assim como problemas de saúde preexistentes, estas populações também podem estar mais vulneráveis à Covid-19. 

A pandemia também pode ser um fator de aumento do risco de infecção por HIV e hepatite C por comprometer o acesso e a continuidade dos cuidados em saúde. Por sua vez, a continuidade dos serviços em um cenário de restrição de mobilidade e acesso reduzido aos serviços também é impactada, sendo necessário a adequação do trabalho dos profissionais ao contexto atual da pandemia.

Coalition PLUS

Fundada em 2008 e presente em 52 países, a Coalition PLUS é uma coalizão internacional de organizações não governamentais de base comunitária envolvidas na luta contra o HIV/Aids. Ao lado de mais de cem organizações da sociedade civil, seu trabalho é centrado na promoção de testagem comunitária, aumento de serviços com foco em saúde sexual, redução de danos, pesquisas de base-comunitária, treinamento de gestão financeira e arrecadação de fundos.

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EPIC

A iniciativa EPIC foi desenvolvida em estreita parceria com representantes de cada população do estudo e com apoio de centros de pesquisa e instituições públicas de saúde de diversos países.

Trata-se de uma pesquisa de base comunitária internacional e disponível em 6 idiomas. O desenho de pesquisa do EPIC permite que cada organização possa adaptar e implementar o estudo em nível local ou nacional utilizando uma abordagem de métodos mistos (dados quantitativos e qualitativos) com foco nas seguintes populações: 

  • Pessoas que usam drogas (UD)

  • Profissionais do sexo (TS) e sua clientela

  • Travestis e mulheres transexuais (TT)

  • Pessoas vivendo com HIV (PVHIV)

  • Pessoas vivendo com hepatite C (PVHC)

  • Imigrantes e refugiados

  • Trabalhadores comunitários de saúde

 

Cada organização do EPIC determina a(s) população(ões) que deseja(m) trabalhar de acordo com a sua linha de pesquisa, necessidades e viabilidade de implementação.

EPIC Brasil

O resultado da adaptação do EPIC para o contexto brasileiro está estruturado em dois subprojetos

1. Em parceria do NUDHES com o CPaS - Coletivo de Pesquisa em Antropologia e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, desenvolvemos o Projeto Eu Quero é Mais. Nosso objetivo é coletar informações sobre o impacto e as respostas comunitárias durante a crise de saúde da Covid-19 entre mulheres cisgêneras, transexuais e travestis trabalhadoras do sexo, a fim de identificar as redes de cuidado, articulações sociais construídas, inovações e adaptações no acesso aos serviços de saúde que poderiam ser estendidos e mantidos após a pandemia. 

2. Liderado pelo FOAESP - Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo, o objetivo é avaliar o impacto da COVID-19 entre pessoas vivendo com HIV vinculadas a ONG/Aids, seus membros e dirigentes.

4 continentes
30 países
6 idiomas

+ 30 organizações
+ 80 questionários
+ 100 colaboradores

Realização

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Em colaboração com

EPIC Brasil

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ficha técnica

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EU QUERO É MAIS

Período de realização

Dezembro 2020 - Junho 2021

Coordenação

Daniel Dutra de Barros

Michel de Oliveira Furquim dos Santos

Equipe de campo

Em breve

Palavras-chave

covid

pandemia

trabalhadoras sexuais

travestis

mulheres trans

contato@nudhes.com

Título oficial

[FR] EPIC: Enquêtes Flash VIH/HCV pour évaluer límpact de la crise sanitaire COVID-19 en Milieu Communautaire

[EN] EPIC: Flash HIV/HCV Surveys to Assess the Impact of the COVID-19 Health Crisis in the Community Setting

[BR] EPIC: Inquérito Flash HIV/HC Para Avaliar o Impacto da Crise de Saúde Pela COVID-19 na Comunidade

Investigadora e investigador principais no Brasil

Dra. Maria Amelia Veras

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Miguel Nieto Olivar

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

Equipe de pesquisa

Caru Costa Brandi

Daniel Dutra de Barros

Michel de Oliveira Furquim dos Santos

Patricia Porchat

Paula Galdino Cardin de Carvalho

Silvana de Souza Nascimento

Colaboradoras/es

Daniela Rojas Castro

José Luis Gomez

Lu Schneider Fortes

Renata Batisteli

Rodrigo Paiva

Rodrigo Pinheiro

Symmy Larrat

Thiago Pestana

Vanessa Holanda

Realização

Coalition Internationale Sida (Coalition PLUS)

Tour Essor, 14 rue Scandicci, 93 500 Pantin, France

EPIC Internacional

SESSTIM

Sciences Economiques & Sociales de la Santé & Traitement de l’Information Médicale Marseille, França

GRePS

Groupe de Recherche en Psychologie Sociale

Lyon, França

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

São Paulo, Brasil

Santé Publique France

Paris, França

Public Health England

Londres, Inglaterra

Hôpital Bichat, AP-HP

Paris, França

EPIC Brasil

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

NUDHES - Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT+

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

CPaS - Coletivo de Pesquisa em Antropologia e Saúde

FOAESP - Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo

Objetivos

  • Caracterizar as experiências dos grupos envolvidos no EPIC durante o período de distanciamento social por ocasião da COVID-19

  • Identificar as redes de solidariedade entre trabalhadoras do sexo durante a quarentena

  • Informar e elaborar recomendações sobre o impacto da COVID-19 entre trabalhadoras do sexo

  • Avaliar o impacto da COVID-19 entre pessoas que vivem com HIV vinculadas a Organizações Não Governamentais (ONG/Aids), seus membros e dirigentes

 

Metodologia

Estudo transversal de base comunitária que utiliza métodos quantitativos e qualitativos. O objetivo geral deste estudo é gerar dados úteis para monitorar o progresso nacional contra a COVID-19 entre (1) mulheres cisgêneras, transexuais e travestis que são trabalhadoras do sexo; (2) dirigentes de ONGs; e (3) pessoas vivendo com HIV. Serão coletados dados sobre as medidas de proteção adotadas durante a quarentena, exposição a situações de risco de infecção e acesso aos serviços de saúde e assistência social.

Financiamento

O projeto Eu Quero é Mais está sendo implementado utilizando recursos próprios das instituições participantes e apoio da Coalition PLUS no acesso à plataforma de armazenamento de dados, software para aplicação do questionário e apoio a equipe de campo.

Identidade visual

Logo gentilmente elaborado e cedido por Rita Sepulveda

Site desenvolvido por Daniel Dutra de Barros

Este estudo foi aprovado no comitê de ética da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo em 09/12/20.

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