O artigo "Silicone líquido industrial para transformar o corpo: prevalência e fatores associados ao seu uso entre travestis e mulheres transexuais em São Paulo, Brasil" de Thiago Pestana Pinto e outros pesquisadores da equipe NUDHES foi publicado na revista Cadernos de Saúde Pública.

O objetivo deste trabalho foi estimar a prevalência do uso de silicone líquido industrial (SLI) entre pessoas travestis e mulheres transexuais e identificar os fatores relacionados a esta prática. Trata-se de estudo transversal realizado em sete municípios do Estado de São Paulo, Brasil, com dados coletados entre 2014 e 2015, em uma amostra de 576 pessoas.

Houve uma elevada prevalência do uso de SLI e de problemas decorrentes desta prática, indicando um desafio acerca da prevenção do uso e da redução dos danos à saúde provocados pelo SLI. Dessa forma, torna-se fundamental assegurar o acesso aos recursos necessários para a realização das modificações corporais ao longo do percurso de transição por meio de uma atenção integral à saúde das pessoas travestis e transexuais no Sistema Único de Saúde.

Artigo na íntegra: http://www.scielo.br/pdf/csp/v33n7/1678-4464-csp-33-07-e00113316.pdf

DOI: 10.1590/0102-311X00113316

Autores: Thiago Pestana Pinto, Flavia do Bonsucesso Teixeira, Claudia Renata dos Santos Barros, Ricardo Barbosa Martins, Gustavo Santa Roza Saggese, Daniel Dutra de Barros, Maria Amelia de Sousa Mascena Veras



O tema do encontro foi “Epidemiologia em defesa do SUS: formação, pesquisa e intervenção”. Uma das principais conquistas sociais e construções coletivas da sociedade brasileira e com inegável impacto positivo na saúde dos brasileiros, o Sistema Único de Saúde passa por importantes desafios. Por um lado, no campo político o sistema tem sua própria existência ameaçada. Por outro, há a complexa situação sanitária do país diante de doenças emergentes, reemergentes, envelhecimento, violência e condições crônicas. Em comum, esses desafios exigem a produção de conhecimento científico qualificado para seus enfrentamentos.


Para isso é importante avançarmos no desenvolvimento e na incorporação de técnicas de análises de dados e de delineamento de estudos. É preciso discutir a formação dos epidemiologistas em todos os níveis de ensino. Também é vital continuarmos a estreitar os laços entre a epidemiologia e as necessidades dos serviços de saúde e da população. (Texto da Comissão Organizadora do Congresso)

O NUDHES participou da conferência, levando 7 trabalhos para apresentação. Os estudos científicos lá apresentados apresentaram dados sobre saúde da população trans, uso de nome social, acesso à hormônios, saúde mental, violência policial, dentre outros.

Confira lista de todos os trabalhos apresentados (clique no título para acessar o resumo):

ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE POR TRAVESTIS E TRANSEXUAIS RESIDENTES NO ESTADO DE SÃO PAULO Otávio Lopes Fiorotto, Gustavo Hideki Orikasa, Gustavo Santa Roza Saggese, Aline Borges Moreira da Rocha, Thiago Pestana Pinto, Bruna Robba Lara Redoschi, Maria Amélia Veras

BEM-ESTAR PSICOLÓGICO DE TRAVESTIS E MULHERES TRANSEXUAIS DE 7 MUNICIPIOS DO ESTADO DE SP Bruna Robba Lara Redoschi, Eliana Zucci, Luiz Fábio Alves de Deus, Adriana Cezaretto, Maria Amélia Veras

VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA TRAVESTIS E MULHERES TRANSEXUAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Thiago Pestana Pinto, Claudia Renata Barros, Luiz Fabio Alves de Deus, Luca Fasciolo Maschião, Igor Prado Generoso, Aline Borges Moreira da Rocha, Otávio Lopes Fiorotto, Maria Amélia Veras

NOME SOCIAL EM SERVIÇOS DE SAÚDE E SEU USO NO CARTÃO SUS Aline Borges Moreira da Rocha, Luca Fasciolo Maschião, Igor Prado Generoso, Maria Amélia de Sousa Mascena Veras

USO DE HORMÔNIOS SEM PRESCRIÇÃO E IDADE DE INÍCIO ENTRE MULHERES TRANSEXUAIS E TRAVESTIS Luca Fasciolo Maschião, Aline Borges Moreira Rocha, Igor Prado, Thiago Pestana Pinto, Maria Amélia Veras

SITUAÇÃO DE UMA POPULAÇÃO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO NO MERCADO DE TRABALHO

Maria Aparecida, Bruna Lara Redoschi, Igor Prado, Lucas Fasciolo Maschião, Maria Amélia Veras

USO DE ANÁLISE MULTIVARIADA EM DIFERENTES MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE POPULAÇÕES DE DIFÍCIL ACESSO Igor Prado Generoso, Alexandre Welikow, Luca Fasciolo Maschião, Caitlin Turner, Willi McFarland, Lígia Regina Franco Sansigolo Kerr, Mark Drew Crossland Guimarães, Maria Amélia Veras



Mesmo antes do anúncio do Ministério da Saúde do Brasil sobre implementação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no SUS, o assunto já gerava intensos debates na comunidade científica. O tema muita vezes vem acompanhado de preconceitos, incertezas e questionamentos. Nesse contexto, os alunos de iniciação científica do NUDHES Igor Prado e Luca Maschião escreveram um texto sobre a problemática de se discutir PrEP com comentários enraizados em estigmatização das populações mais vulneráveis à infecção do HIV. O texto foi publicado na revista da International Federation of Medical Students Association (IFMSA) chamada Americas Hearbeat, tendo como público os estudantes de medicina especialmente da América do Norte e América Latina.

Veja abaixo o texto na íntegra:

Link para revista: https://issuu.com/ifmsa/docs/americas_heartbeat_2017_-_preview_2

Mais informações sobre PrEP: http://prepbrasil.com.br/